quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sonhos.

Vejo um filme passando na minha cabeça.
Eu queria que fosse diferente, você aqui, você pertinho, você me ligando pra saber como eu estou, você reclamando do quanto que eu durmo, reclamando de como eu sou preguiçosa. Eu queria você passando aqui em casa todo dia no final da tarde, para irmos tomar sorvete, irmos à praia ver o sol se pondo. Eu queria você aqui. Você sussurrando baixinho no meu ouvido o que só você pode me dizer. Dizendo o quanto se importa comigo, o quanto quer cuidar de mim, como nunca se sentiu assim antes.
Essa necessidade, essa curiosidade, essa vontade de te ter aqui, aumenta a cada longo dia que passa, na espera de um dia poder viver a vida com você. E esse dia vai chegar.
De repente, tudo para.
Eu quero você aqui. Mas é bom, que ainda não esteja aqui, que nunca tenha estado aqui. Eu te apresentei a minha vida, te apresentei meus defeitos, te apresentei meus ciúmes. Eu te apresentei tudo o que eu podia e até mesmo o que não deveria. E você aceita. É uma escolha sua querer continuar e não só ser apresentado mas como fazer parte da minha vida. O fato de não estar aqui, faz com que você me conheça, e não sufoque, faz com que você reclame e fique lindo. Faz com que cada final de tarde, eu espere ansiosamente, anseie com todo o meu coração que um dia eu possa ter um final de tarde com você. Um passeio de mãos dadas, um beijo, um carinho, um filme de madrugada, um filme de tarde. Uma noite inteira conversando, cara a cara. E beijos e mais beijos sendo trocados enquanto conversamos, e por que não? porque não teria juras e juras e juras de amor? Só porque somos tão antimelosos? Não. Nada de mel, nada de frescuras, tudo simples. Bem simples, porque é assim que nós somos. Não há assunto que não podemos falar, não há conversas que nunca tivemos, não há filmes que não temos vontade de assistir juntos. Há paixão? Então porque eu não sinto que é apaixonado por mim? Porque eu não sinto que me ama como amou as outras? Porque eu não sinto que eu sou sua e que você é meu? Porque não consigo sentir?
A resposta : Eu guardo todo esse amor para o dia que, finalmente, nos encontrarmos.

sábado, 4 de abril de 2009

Tédio

Com a imensa falta do que fazer com que estou convivendo hoje, somente hoje, vim abrir meu coração.. Mostrar o quão frustrante é estudar e não obter o resultado esperado, e ver a cobrança bem ali na sua cara, bem ali em frente.. Cobrança dos pais, da família, dos amigos, professores, dos queridos que só consigo falar via internet que cobram a minha atenção e eu me dividindo em mil pessoas pra atender a todos, magoando muitos, e me magoando, vontade que eu tenho de jogar tudo pro alto, mandar todos irem cuidar de suas vidas e esquecer por um único instante a minha existencia.. Ah, como eu queria guardar os grilos, e me convencer de que o mundo pesa e que não vai ser de reza que eu vou viver.. Dormir com ele, e acordar mais feliz do que nunca, viajar por um dia descansar, rir.. Pensar na vida mas como uma coisa boa, uma coisa leve de se levar.. Uma coisa que não é impossível de se administrar..
Você me tem fácil demais.. E parece que não cuida do que possui.. Não percebe que as coisas que eu faço é só pra te agradar.. Eu faço de tudo um pouco por você, e em troca eu recebo o que? Nada, nada.. Tô cansando. Você está me cansando, eu tenho a minha vida, você a sua.. Não vou me prender se achar que me faz mal, posso ter coisa melhor, se quer saber.
Apenas isso. Adeus.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Bom dia.

Fiquei a noite inteira acordada, só consegui dormir quando todos estavam levantando pra mais um dia de suas vidas monótonas e sem graça. Eu não dormi.
E não por insônia, mas porque não conseguia parar de pensar Nele. Pensando em como devia ser ficar juntinho numa tarde de calor e muito vento na beira da praia, de bobeira. Falando sobre coisas da vida, só nós... E nada mais. Curtindo todo amor que houvesse na vida, em nossas vidas, sentindo só o momento e nada mais, porque juntos podíamos transformar o tédio em nossa melodia preferida, seja nas nossas musicas de amor, que cantamos tantas vezes e que nos fazem lembrar um do outro sempre que as ouvimos.
Passei a noite inteira acordada conversando com você, e me lamentando por nunca poder te ter como gostaria. Passei a noite inteira, só ali esperando uma mágica pra te trazer pra mim.
Declarações de amor foram feitas, e quanto amor. Palavras foram ditas, e elas me fizeram acreditar que esse dia nunca iria chegar. O dia em que tudo iria acabar, e a mesma mágica que te trouxe te levou, e tudo o que dissemos se esvaiu por não poder mais se realizar.
Sim, eu estou apaixonada. Como cheguei aqui? Longa história. Histórias me trouxeram a essa história, e é sempre assim, como uma bola de neve. Paixões, loucuras, risadas e muita preguiça me trouxeram aqui, pra contar a minha história sem final. Não que eu ache que minha história seja importante ou fantástica demais pra ser contada, mas há uma certa necessidade da minha parte, talvez uma vontade louca de dizer as coisas pelas quais eu já passei. Não sei explicar ao certo. Só sei que enquanto eu amar vou escrever. E como amante escreverei sobre o amor que é algo que ninguém entende. Ninguém sabe explicar, as pessoas só costumam sentir, e eu sinto, então vou contar pra quem nunca sentiu o que é.
Aquele amor tranqüilo, poucos tem sorte de encontrar. Aquele balanço na rede a toa, matando a sede na saliva, esperando o nada, poucos tem essa sorte. Minhas histórias são todas opostas a essa tranqüilidade, são cheias de veneno anti monotonia, se isso é bom eu não sei.